sábado, 29 de dezembro de 2012

Resumo do Capítulo 4

Análise Contextual

Devido ao grande número de variáveis envolvidas no processo da análise do ensino com o uso de tecnologias na educação, tornou-se extremamente importante analisar o contexto sob uma ótica mais qualitativa. Uma vez que, é inviável mensurar todas as variáveis ligadas ao contexto, assim como não é possível formalizar um processo fechado para tal.

Um contexto pode ser analisado sob várias perspectivas. Em algumas situações é mais interessante procurar o contexto da época em que é aplicado o recurso, ou o a quem abrange o recurso (se abrange a instituição, ou o aluno, por exemplo). Além do que, deve-se levar em consideração o momento no qual deve ser feita essa análise, se antes ou depois da aplicação ser realizada.

Análise do contexto trata de trazer as informações mais relevante na aplicação do objeto de aprendizagem do design instrucional. Logo, ele deverá apontar as necessidades e problemas da aprendizagem do público-alvo gerando um documento que, também conterá, as restrições técnicas, administrativas e culturais do projeto.

Existem três etapas do design ligadas a análise do contexto, uma de planejamento, coleta, análise e por fim o relatório. A seguir cada etapa:
Planejamento – o designer deve trabalhar sob um tempo e com recursos delimitados para que possa escolher quais elementos do contexto devem ser estudados. Também, nesta etapa o designer deve indicar quais métodos devem ser aplicados e se encaixam nas limitações levantadas anteriormente nesta fase, assim como identificar elementos para serem avaliados.
Coleta e análise – neste relatório deve-se reunir e examinar os fatores físicos, sociais, cognitivos e afetivos do contexto especificado. Os dados podem ser coletados por meio de avaliações, entrevistas, acompanhamento de discussões e mapeamentos conceituais que destacam os fatores inibidores, ausentes e facilitadores dos processos de aprendizagem.
Relatório – esta etapa se estende ao longo de todo o processo do análise de contexto, porque estas são as documentações que orientam a(s) equipe(s) na produção dos recursos educacionais, assim como o próprio designer. O primeiro relatório é o de necessidades e costuma ser feito por alguém que não é o design, normalmente o cliente é quem faz de forma direta (escrevendo) ou indireta (dando sua opinião para terceiros fazerem) este relatório detecta os problemas iniciais do designer e será ele que orientará as fundamentações do projeto, sendo usado como referência para o briefing. Dentro do relatório de necessidades o DI pode analisar os objetivos, a fim de identificá-los, organizá-los ou ordená-los. Ele, também, pode realizar uma análise de desempenho onde será verificado as habilidades requeridas para execução de determinadas tarefas. Outro tipo de relatório importante é o que leva em consideração as características dos alunos, deve-se levar em consideração desde os dados gerais até alguns específicos como as competências prévias dos alunos, para que haja um bom desempenho dos mesmos em relação ao material apresentado, ou que o material deva possuir certas estratégias para conduzir e nortear os alunos. O designer deverá levantar uma lista de restrições, que devem abarcar desde fatores técnicos quanto aos recursos disponíveis pela equipe, instituição e alunos para darem continuidade ao projeto. Assim como, as barreiras culturais ou as premissas do conteúdo pedagógico a ser trabalhado. Por último, o DI deve encaminhar as soluções para o projeto e deixar observações caso ela não se mostre segura o suficiente para ser trabalhada, ou caso, os stakeholders e a equipe envolvida não aprove o projeto. Caso as diretrizes do projeto sejam aprovadas então o processo de design (de acordo com o livro “design propriamente dito”) pode iniciar.

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Resumo do Capítulo 3

O Design Instrucional (DI) é responsável por diversos processos em diferentes abordagens de designs. As etapas de criação de um OA – Objeto de Aprendizagem, em que um DI pode estar envolvido são citados a seguir: a identificação de problemas, criação de um layout (ou desenho), desenvolver, implementar e avaliar. Sendo que os três primeiros processos estão contidos na fase de concepção, porque traz as definições dos objetivos do projeto e como ele deverá funcionar, e há a fase do execução que contém os processos de implementação e avaliação. (Estes processos são conhecidos pela sigla ADDIE – Analysis, Design, Development, Implementation e Evaluation).

Há três tipos de design instrucional, são eles: o DI aberto, DI fechado e o DI contextualizado. O DI fixo em que o modelo do design pouco muda, dando ao design mais estabilidade para os projetos. DI aberto possui uma interação aberta e um planejamento iterativo, ele privilegia as interações sociais. Por fim, há o DI contextualizado que possui uma abordagem, de acordo, com o contexto sociocultural do aluno, possui um processo de planejamento semelhante ao DI fixo, contudo o processo de implementação passa por uma série de correções e adequações ao longo do tempo.

Os processos de design são desenvolvidos em etapas, tais etapas são: análise (entender o problema educacional e sugerir uma solução), design (planejamento e design dos objetos trabalhados), desenvolvimento (produção e adaptação do material impresso, parametrização do AVA e preparação dos suportes), implementação (é fase da aplicação do recurso didático propriamente dito) e avaliação (avaliações quanto a efetividade de ensino e as soluções educacionais aplicadas e adequação do processo do design instrucional). Cada um deste são distintos de acordo com o design instrucional adotado.

O DI fixo possui uma análise que preza pelo levantamento dos requisitos do público-alvo, nesta etapa el trabalha diretamente com os conteudistas, designers e desenvolvedores. Na fase de design o DI fixo exige uma série de especificações fortes quantos ao conteúdo, organização, layout e outros elementos envolvidos. Já na fase de desenvolvimento o designer instrucional deve acompanhar todo este processo e validar cada produto gerado em cada etapa. Durante a fase de implementação em que o recurso é efetivamente aplicado, o designer deve seguir restritamente ao que foi pré planejado, o designer serve apenas como suporte para eventuais dúvidas dos usuários do objeto. O design muitas vezes sofre alterações após avaliações que, neste caso, são feitas na fazer de desenvolvimento em que o recurso sofre uma série de protótipos, revisões e validações. Outro momento importante de avaliação é o da execução que pode ser utilizada em versões posteriores do design.

Já no DI aberto o designer na fase de análise verifica o perfil do público-alvo e registra isso, além de verificar a bibliografia e a metodologia de ensino. Na fase de design ele cria uma série de especificações fracas e gabaritos ou manuais para orientar o professor. Na etapa de desenvolvimento o designer auxilia o processo de criação e acompanha a programação do recurso. Na implementação o designer instrucional pode alterar a proposta inicial, o design de interface social é tão importante quanto o de conteúdo. O processo de avaliação é efeito ao longo de toda a execução.

Por fim, o DIC em sua fase de análise possui a identificação das necessidades de aprendizagem, caracterização dos alunos e o levantamento das restrições, posteriormente sua análise será feita em cima das necessidades que se tornaram emergentes. O processo de design no DIC a especificação dos elementos do cenário que estejam ligados ao contexto de sua aplicação, incluindo sua abordagem pedagógica. O designer na fase de desenvolvimento elabora um programa com vários elementos da execução do projeto educacional. Na fase de implementação o designer no DIC elabora estratégias em razão das cargas metacognitivas observadas na aplicação do projeto. Por fim, na fase de avaliação o DI deve elaborar meios adequados de avaliações de acordo com o que foi observado no contexto da sua aplicação.