Análise Contextual
Devido ao grande número de variáveis envolvidas no processo da análise do ensino com o uso de tecnologias na educação, tornou-se extremamente importante analisar o contexto sob uma ótica mais qualitativa. Uma vez que, é inviável mensurar todas as variáveis ligadas ao contexto, assim como não é possível formalizar um processo fechado para tal.
Um contexto pode ser analisado sob várias perspectivas. Em algumas situações é mais interessante procurar o contexto da época em que é aplicado o recurso, ou o a quem abrange o recurso (se abrange a instituição, ou o aluno, por exemplo). Além do que, deve-se levar em consideração o momento no qual deve ser feita essa análise, se antes ou depois da aplicação ser realizada.
Análise do contexto trata de trazer as informações mais relevante na aplicação do objeto de aprendizagem do design instrucional. Logo, ele deverá apontar as necessidades e problemas da aprendizagem do público-alvo gerando um documento que, também conterá, as restrições técnicas, administrativas e culturais do projeto.
Existem três etapas do design ligadas a análise do contexto, uma de planejamento, coleta, análise e por fim o relatório. A seguir cada etapa:
Planejamento – o designer deve trabalhar sob um tempo e com recursos delimitados para que possa escolher quais elementos do contexto devem ser estudados. Também, nesta etapa o designer deve indicar quais métodos devem ser aplicados e se encaixam nas limitações levantadas anteriormente nesta fase, assim como identificar elementos para serem avaliados.
Coleta e análise – neste relatório deve-se reunir e examinar os fatores físicos, sociais, cognitivos e afetivos do contexto especificado. Os dados podem ser coletados por meio de avaliações, entrevistas, acompanhamento de discussões e mapeamentos conceituais que destacam os fatores inibidores, ausentes e facilitadores dos processos de aprendizagem.
Relatório – esta etapa se estende ao longo de todo o processo do análise de contexto, porque estas são as documentações que orientam a(s) equipe(s) na produção dos recursos educacionais, assim como o próprio designer. O primeiro relatório é o de necessidades e costuma ser feito por alguém que não é o design, normalmente o cliente é quem faz de forma direta (escrevendo) ou indireta (dando sua opinião para terceiros fazerem) este relatório detecta os problemas iniciais do designer e será ele que orientará as fundamentações do projeto, sendo usado como referência para o briefing. Dentro do relatório de necessidades o DI pode analisar os objetivos, a fim de identificá-los, organizá-los ou ordená-los. Ele, também, pode realizar uma análise de desempenho onde será verificado as habilidades requeridas para execução de determinadas tarefas. Outro tipo de relatório importante é o que leva em consideração as características dos alunos, deve-se levar em consideração desde os dados gerais até alguns específicos como as competências prévias dos alunos, para que haja um bom desempenho dos mesmos em relação ao material apresentado, ou que o material deva possuir certas estratégias para conduzir e nortear os alunos. O designer deverá levantar uma lista de restrições, que devem abarcar desde fatores técnicos quanto aos recursos disponíveis pela equipe, instituição e alunos para darem continuidade ao projeto. Assim como, as barreiras culturais ou as premissas do conteúdo pedagógico a ser trabalhado. Por último, o DI deve encaminhar as soluções para o projeto e deixar observações caso ela não se mostre segura o suficiente para ser trabalhada, ou caso, os stakeholders e a equipe envolvida não aprove o projeto. Caso as diretrizes do projeto sejam aprovadas então o processo de design (de acordo com o livro “design propriamente dito”) pode iniciar.
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